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Papa Francisco lava os pés de preso brasileiro que cumpre pena na Itália

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Papa Francisco lava os pés de preso brasileiro que cumpre pena na Itália

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Ritual do lava-pés aconteceu nesta quinta-feira (18), numa prisão nos arredores de Roma

Tendo um presídio da cidade de Velletri como palco do tradicional ritual do lava-pés da Quinta-feira Santa, o Papa Francisco lavou e beijou os pés de 12 detentos. Segundo a agência internacional de notícias Reuters, um dos prisioneiros seria um brasileiro. Todavia, o nome do homem não foi divulgado.

O Papa argentino aconselhou os detentos durante o lava-pés. O Santo Padre pediu para que os homens evitassem qualquer estrutura de facção criminosa dentro da cadeia, que não implementasse a lei dos mais fortes e procurassem ajudar uns aos outros.

Este é o quinto ano consecutivo que o Papa realiza o ritual no interior de um local de confinamento. Desde que foi eleito, em 2013, que ele repete o ato de humildade de Jesus Cristo para com seus apóstolos. A bíblia narra o episódio, ocorrido na noite que antecedeu à morte do Nazareno.

De acordo com a Reuters, afora o brasileiro, um marroquino, um marfinense e nove italianos seriam os presos que tiveram os pés lavados pelo Papa. Entretanto, o Vaticano não divulgou as religiões dos homens.

Um dos homens da foto pode ser o preso brasileiro

No papado de Francisco a tradição do lava-pés mudou radicalmente. Os papas que o antecederam realizam o ritual nas enormes e suntuosas basílicas de Roma. Os 12 escolhidos sempre eram sacerdotes católicos.

Com Francisco ocupando o trono de Pedro o ritual deu uma guinada radical no quesito humildade. O lava-pés passou a ser realizado em prisões, centros de imigrantes e abrigo de idosos. Por essas opções, ele já foi muito criticado pelos católicos conservadores. A ala conservadora não gostou de ver o chefe máximo da Igreja lavando pés de mulheres e presos mulçumanos.   

Ainda, segundo a Reuters, a prisão de Velletri, que fica distante 60km de Roma, tem um pouco de similaridade com os presídios brasileiros: é superlotada. Todavia, a diferença de lá é que a maioria dos detentos é formada por imigrantes que cometem crimes comuns.

“Nós ungimos sujando as mãos ao tocar as feridas, os pecados e as preocupações das pessoas. Ungimos perfumando nossas mãos ao tocar sua fé, suas esperanças, sua fidelidade e a generosidade incondicional de sua doação de si”, disse Francisco durante a missa.

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