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A cada 5 dias uma mulher é vítima de feminicídio no Rio de Janeiro

O estudo aponta que no ano passado 71 mulheres foram mortas

A cada cinco dias, uma mulher é vítima de feminicídio no Rio de Janeiro. A estatística faz parte do 14º Dossiê Mulher, do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, que será divulgado amanhã (30). O estudo aponta que no ano passado 71 mulheres foram mortas em decorrência desse tipo de crime.

Para a presidente do ISP, Adriana Pereira Mendes, além de significativos, os números são bem alarmantes. “Observamos, aqui no ISP, que tem sido uma constância os casos de feminicídio”, disse, acrescentando que cerca de 60% desses crimes ocorrem dentro da casa da vítima. Adriana Pereira Mendes disse que as mulheres são as maiores vítimas dos crimes patrimoniais, lesão corporal dolosa e ameaça.

A 14ª edição do Dossiê Mulher apontou também que em 2018 ocorreram 350 casos de homicídio doloso, sendo que 120 vítimas foram mortas dentro de suas casas. Para o ISP, isso significa que o criminoso faz parte do âmbito familiar da vítima.

A presidente do ISP chamou atenção que o feminicídio é uma qualificadora para o crime de homicídio. “O feminicídio ocorre quando a vítima é morta pelo simples fato de ser mulher. Por ser uma qualificadora, existe a possibilidade do aumento da pena”, disse.

O Dossiê Mulher será divulgado pelo ISP nesta terça-feira (30), a partir das 10h. Serão apresentados dados sobre os principais crimes que as mulheres sofrem diariamente como estupro, lesão corporal dolosa, ameaça, feminicídio, homicídio doloso, injúria, entre outros.

O que é feminicídio?

O assassinato de mulheres em contextos discriminatórios recebeu uma designação própria: feminicídio. Nomear o problema é uma forma de visibilizar um cenário grave e permanente: milhares de mulheres são mortas todos os anos no Brasil. De acordo com o Mapa da Violência 2015, em 2013 foram registrados 13 homicídios femininos por dia, quase cinco mil no ano [Veja mais dados]. Ainda assim, o enfrentamento às raízes dessa violência extrema não está no centro do debate público com a intensidade e profundidade necessárias diante da gravidade do problema.

O feminicídio é a expressão fatal das diversas violências que podem atingir as mulheres em sociedades marcadas pela desigualdade de poder entre os gêneros masculino e feminino e por construções históricas, culturais, econômicas, políticas e sociais discriminatórias.

Escrito por Carlos

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